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AnaVidro

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Na semana passada, falamos sobre a fabricação de vidro soprado, que é um processo realizado tanto industrial quanto artesanalmente.

Hoje, falaremos um pouco mais sobre o vidro soprado-soprado, processo empregado principalmente na fabricação das garrafas que utilizamos em nosso dia a dia.

O procedimento é iniciado da mesma forma que o anterior, começando pelo aquecimento da matéria-prima nos fornos, até a produção da gota de vidro, que é inserida num pré-molde, elaborado em aço. No primeiro sopro de ar comprimido, obtém-se a formação quase completa do gargalo, e, na etapa seguinte, num novo sopro de ar comprimido, o vidro chega à forma final.

Por meio do maquinário utilizado na linha de produção, o vidro assume as formas já determinadas pelos moldes, estabelecendo um processo de fabricação em série, muito veloz, sem possibilidades de variação, diferenciando-se bastante da manufatura do vidro soprado.

Garrafas recém formadas na linha de produção (www.ambev.com.br)

Nas fábricas de vidro, a etapa final consiste no resfriamento das peças, realizado numa placa de ventilação, mas, quando o processo é feito na linha de produção de bebidas, as garrafas já são preenchidas com seus respectivos conteúdos após o resfriamento.

No vídeo a seguir, confira com detalhes como ocorre cada procedimento na linha de produção do vidro soprado-soprado.

Em breve, falaremos aqui no site da ANAVIDRO sobre o vidro laminado e a laminação com resina, um processo simples, mas que dá qualidade e segurança ao vidro laminado. Hoje, abordaremos a laminação com o polivinil butiral (PVB), que é o tipo de laminação mais utilizado no planeta.

O vidro laminado é um sanduíche formado por duas ou mais camadas de vidro, intercaladas por uma ou mais películas de polivinil butiral (PVB), unidas através de um processo que utiliza pressão e calor. Para sua produção, uma máquina coloca a primeira placa de vidro sobre uma plataforma. Posiciona-se o PVB e então uma nova chapa, obtendo-se uma lâmina dupla. A repetição deste processo reflete diretamente na resistência do vidro – quanto mais espesso, maior o número de camadas.

Representação da laminação com PVB (www.viplanvidros.com.br)
Representação da laminação com PVB (www.viplanvidros.com.br)

No vídeo a seguir, você confere todas as etapas da laminação por PVB – e a resistência proporcionada pelo processo.

Processo de laminação de vidro com PVB

A laminação com PVB, bastante aplicada pela indústria automotiva e também pela construção civil, aproveita-se da confiabilidade da película utilizada para unir os vidros para a obtenção de seus principais benefícios. Nos automóveis, o vidro laminado com PVB representa um material capaz de oferecer proteção e segurança para motoristas e passageiros, já que a camada que une os vidros previne que os estilhaços se desprendam do vidro com facilidade.

Já na construção civil, a laminação com PVB produz um vidro com propriedades de isolamento acústico e bloqueio de raios ultravioleta, principais responsáveis da descoloração de móveis, além de oferecer versatilidade estética suficiente para criações arquitetônicas variadas.

Fontes:
amvid.com.br/wp-content/…/11/informativo_amvid_9.pdf
http://noticias.vidrado.com/mercado-e-negocios/saiba-como-funciona-uma-linha-de-laminacao-de-vidro/
pt.wikipedia.org/Vidro_laminado

Entre todos os materiais utilizados na arquitetura e na construção civil, o vidro é, sem dúvidas, a melhor opção quando o assunto é a preservação do meio ambiente. Produzido com elementos naturais, como areia, barrilha e calcário, é um material 100% reciclável que se adapta a qualquer tipo de projeto. Sua aplicação em decoração, por exemplo, pode facilmente substituir a madeira, já que o seu descarte é muito menos agressivo à natureza.
A transparência proporcionada pela utilização do vidro em projetos arquitetônicos favorece a redução do consumo de energia elétrica, já que o vidro promove um excelente aproveitamento da luz natura. Neste ponto, os vitrais, peças feitas com pedaços de vidro colorido, produzem visões de muito apelo estético, contribuindo na composição de ambientes harmônicos e sustentáveis.
Além disso, o próprio processo de fabricação praticado pelas indústrias vidreiras há muito deixou de representar um problema quando o assunto é a preservação do ambiente. Atualmente, a maioria dos fornos industriais funciona a base de energia elétrica, e, para aquelas que ainda trabalham com equipamentos movidos a gás, o uso de gás natural provoca menor impacto ao homem e ao planeta, representando um processo muito mais limpo.
O grande potencial sustentável oferecido pelo vidro é comprovado também por opções mais tecnológicas, que representam boas alternativas no sentido de transmissão luminosa ou energética. No mercado, é possível encontrar diversos modelos para o uso em estufas de plantas, centrais, coletores solares térmicos e módulos fotovoltaicos, capazes de diminuir ainda mais os custos energéticos por serem fontes de energia limpa – fundamentais como opção de crescimento responsável.

Paineis solares: opção sustentável para produção de energia limpa (www.santarita.com.br)
Paineis solares: opção sustentável para produção de energia limpa (www.santarita.com.br)

Banksy é um renomado artista britânico, conhecido em todo o mundo por seu estilo de arte de rua carregado de crítica social e protesto. Além do estilo único e dos traços marcantes, a obra de Banksy é famosa por seu ineditismo, já que os trabalhos surgem em muros e paredes ingleses da noite para o dia, sem aviso, surpreendendo o público.
Em 2008, outro artista anônimo surgiu em território inglês, mas, desta vez, especializado em obras em vidro. Na cidade de Stourbridge, um misterioso artesão passou a pegar as garrafas de leite da soleira das portas e devolvê-las a seus donos no dia seguinte, gravadas com imagens muito bem detalhadas – comumente, desenhos de animais, como ratos e vacas.

Garrafas desenhadas pela artista britânica (www.oddee.com)
Garrafas desenhadas pela artista britânica (www.oddee.com)
Quando o mistério foi esclarecido, descobriu-se o trabalho da artesã Charlotte Hughes-Martin, que, além das garrafas de leite, usava garrafas de refrigerante e de cerveja clara para compor suas obras, criando também materiais a partir de cacos de vidro. A iniciativa, que intrigou os habitantes da cidade e dos distritos mais próximos, surgiu para mostrar como é possível encontrar arte nos lugares mais inusitados do dia a dia, segundo a própria artista.
Para conferir mais sobre as obras de Charlotte Hughes-Martin, acesse www.charlottehughesmartin.com, que traz informações sobre a história da artesã e traz imagens de muitas de suas criações.

Explicaremos hoje aqui no site da ANAVIDRO o processo básico de fabricação do vidro, dando um enfoque especial ao vidro soprado, que, mesmo tendo sua produção simplificada e ampliada nas fábricas de vidro, permanece sendo elaborado para o artesanato em processos rudimentares.
Para a fabricação do vidro plano, as matérias-primas que formam o vidro são misturadas a frio e levadas ao forno para fusão. As fornalhas industriais são constituídas de três partes, sendo a primeira a de fusão, a segunda para refinação e a terceira voltada para a regeneração. Como os fornos são interligados por canais, a mistura, que é entornada na mesma velocidade em que está sendo moldada e regenerada, é produzida em quantidade constante até o processo de resfriamento, que deixa o vidro na temperatura ideal para a formação da gota de vidro.

Gota de vidro sendo preparada para o artesanato (http://lapsosdetempo.blogspot.com)
Gota de vidro sendo preparada para o artesanato (http://lapsosdetempo.blogspot.com)
No processo de produção do vidro soprado, o material deve ser aquecido até tornar-se flexível por meio de um forno especial. Já praticamente líquido, o artista utiliza uma zarabatana para criar uma bolha no material. Esta bolha será a abertura no vaso e é por ela que se manipula o material até que adquira forma desejada. Para a conclusão do processo, é feito um resfriamento gradual do vidro, trazendo-o de volta à temperatura ambiente.
Artesanalmente, o processo é efetuado em fornalhas mais rudimentares, como as muitas existentes em Murano, ou mesmo em maçaricos, como pode ser visto no vídeo abaixo. Neste tipo de produção, a habilidade do artesão conta muito, assim como sua criatividade, já que a gota oferece inúmeras possibilidades de moldagem.
http://www.youtube.com/watch?v=U6cOP9bYgOI – Produção artesanal de uma maça de vidro

A partir do mês de fevereiro, a ANAVIDRO contará com um novo membro em seu rol de executivos. Fernando Ulloa Moraga, administrador de empresas que passou por posições similares nos Grupos Pão de Açúcar e Camicado, chega à ANAVIDRO trazendo sua experiência em Administração e Finanças e também em Planejamento e Expansão.

Fernando Ulloa Moraga, novo Diretor da ANAVIDRO (Arquivo Pessoal)
Fernando Ulloa Moraga, novo Diretor da ANAVIDRO (Arquivo Pessoal)

Fundamentais para o crescimento e para a divulgação do segmento, as feiras nacionais e internacionais são as grandes responsáveis por apresentarem as grandes tendências do mercado, além de ser a vitrine para as descobertas tecnológicas que podem ser cruciais ao desenvolvimento da indústria.
Logo abaixo, listamos alguns dos eventos mais importantes do calendário da indústria vidreira para que você possa saber mais sobre cada um deles.
FESQUA
A Feira Internacional de Esquadrias, Ferragens e Componentes se propõe a ser a grande vitrine latino-americana no mercado de ferragens, esquadrias e componentes, apresentando soluções em equipamentos e maquinário para todos os tipos de vidro utilizados na arquitetura ou na construção civil. A próxima edição da feira, realizada bienalmente, está programada para setembro de 2014.
VITECH
Realizada concomitantemente à FESQUA, a Feira Internacional do Vidro levou às principais tendências em tecnologia e maquinaria de vidro ao Centro de Exposição Imigrantes.

Abertura da FESQUA e da VITECH, grandes feiras nacionais do setor (www.feiravitech.com.br)
Abertura da FESQUA e da VITECH, grandes feiras nacionais do setor (www.feiravitech.com.br)

China Glass
Maio de 2013 é o mês que abrigará a maior feira do mercado asiático, a China Glass Expo. Organizada pela Chinese Ceramics Society, tradicional associação estatal de profissionais e artesãos vidreiros da China, o evento também traz equipamentos e maquinários, assim como novas tecnologias e tendências vindas diretamente dos mercados mais emergentes e consumidores do planeta.

China Glass: gigante em um dos maiores mercados do mundo (www.morrose.com)
China Glass: gigante em um dos maiores mercados do mundo (www.morrose.com)

Glasstec
Maior feira mundial do setor, a gigante alemã glasstec trouxe à Düsseldorf as novidades do segmento em sua edição de 2012, com mais de 1.100 expositores, agraciando visitantes comuns, arquitetos, engenheiros e produtores de vidro.

Gigante europeia do segmento mostrou o que há de mais novo no mercado europeu (www.glasstec-online.com)

Vitrum
A Vitrum, sediada bienalmente em Milão, também traz as principais novidades do mercado europeu. Com duas frentes distintas, a feira expõe equipamentos, maquinários e sistemas de processamento de vidro plano e oco na Vitrum Hollow Glass, enquanto apresenta avanços e inovações tecnológicas na Vitrum Energia. A edição de 2013 está programada para o mês de outubro.

Vitrum: novidades em design, tecnologia e sustentabilidade direto de Milão (tecnologiaevidro.com.br)
Vitrum: novidades em design, tecnologia e sustentabilidade direto de Milão (tecnologiaevidro.com.br)

Atualmente, as garrafas são o meio mais conhecido e difundido para o armazenamento de bebidas – duráveis e fáceis de guardar, são também 100% recicláveis. Mas os benefícios da utilização das garrafas para o vinho são relativamente novos, como veremos a seguir.
Durante o Império Romano, tivemos uma produção considerável de vidro – ainda que a mesma tenha sido extinta por eles mesmos à época do declínio. Deste período, temos evidências sobre a elaboração de garrafas rudimentares de vidro, utilizadas para o armazenamento dos mais variados líquidos, mas o vinho era transportado e servido nas tradicionais jarras de barro.

As rústicas garrafas romanas (vinhosfortaleza.blogspot.com.br)
Já na Idade Média, o vidro ficou relegado ao segundo plano, sendo produzido novamente em Murano com finalidades artísticas em torno de 1.400 d. C. Apesar de evoluírem ao longo dos séculos, as garrafas de vidro permaneceram como luxo dos ricos por muito tempo, armazenando apenas perfumes e vinhos muito caros, até passarem a ser produzida de forma industrial na Inglaterra.
Em 1728, o governo francês autorizou os produtores da região vinícola de Champagne a utilizarem garrafas de vidro para a comercialização de seus vinhos, o que popularizou cada vez o uso destes artefatos, levando cada região produtora a desenvolver um modelo de design próprio para armazenar seus vinhos.  No fim do século XIX, as garrafas passam a ser produzidas de forma mecânica, alçando o vidro à condição de melhor meio de guardar e transportar vinho. Hoje, além da praticidade e da resistência das garrafas, o vidro representa a alternativa mais sustentável disponível no mercado, já que é um material 100% reciclável cuja produção torna-se cada vez menos agressiva ao meio ambiente.
Diferentes regiões, diferentes garrafas
vinhofortaleza
As originais – da esquerda para a direita, Bordalesa, Renana, Borgonhesa e Champagne (vinhosfortaleza.blogspot.com.br)
Apesar dos variados tipos de garrafas que encontramos por aí, existem quatro tipos de garrafas, todas francesas, que deram origem a todas as outras.
Bordalesa – Tradicionalmente produzida na região de Bordeaux, é caracterizada pelo pescoço curto, pela forma cilíndrica e pelos ombros definidos.
Borgonhesa – Original da região de Borgonha, a garrafa tem pescoço gradual, normalmente de cor escura, e é utilizada no mundo todo, sobretudo para os vinhos feitos a partir de Pinot Noir, Chardonnay e, às vezes, Syrah.
Champagne – Criada na região onde o espumante foi inventado, é semelhante à Borgonhesa, porém mais bojuda e alta, com um peso maior devido ao vidro mais espesso, necessário para conter a pressão exercida pelo gás carbônica do seu interior.
Renana – Produzidas no vale do rio Reno, na Alemanha, são de design delgado e alto, geralmente utilizadas para vinho branco. Semelhante à Renana, a Alsaciana, mais delgada e cumprida, foi originada para os vinhos da região homônima da França.

O Corning Museum of Glass está localizado na cidade de Corning, no Estado de Nova York, nos Estados Unidos. Com mais de 45 mil objetos e cerca de 3.500 anos de história pesquisada sobre a produção do vidro, o museu é tido como a melhor coleção do mundo de arte e de vidro histórico, contando com trabalhos interativos para que os visitantes possam sentir e trabalhar com as obras.

Imagem noturna da fachada do prédio destaca luminosidade (www.cmog.org)
Imagem noturna da fachada do prédio destaca luminosidade (www.cmog.org)
corning - innovation
Innovation Centre: espaço direcionado para pesquisas e estudos sobre vidro (www.cmog.org)

Muitas das exposições sediadas no local trazem a história científica e tecnológica da indústria vidreira, sempre buscando um paralelo entre as descobertas e inovações do vidro. Além disso, o Glassworking Studio oferece cursos para todos os níveis da indústria vidreira ao longo do ano inteiro, assim como a Rakow Research Library disponibiliza grandes coleções de material de pesquisa referentes ao vidro.

As lojas do museu, centralizadas num espaço chamado de GlassMarket, ocupam uma área de 18 mil m², e, dividido estabelecimentos, disponível relíquias em vidro de todo o mundo, contando com mais de 15 mil itens – de utilidades domésticas a enfeites e jóias raras, abrangendo diversas faixas de preço.  Além disso, o GlassMarket contém o maior acervo de imagens, livros e vídeos sobre a história da indústria do vidro.
O Corning Museum Of Glass foi criado em 1951 pela Corning Glass Works como um presente a nação no centésimo aniversário da empresa. Hoje, funcionando sem fins lucrativos, é um centro de excelência voltado ao universo do vidro.
Para dar uma olhada no acervo, conferir um pouco dos workshops oferecidos e conhecer mais sobre o Corning Museum, acesse www.cmog.org.

A Associação Nacional de Vidraçarias é uma das apoiadoras do 1º Encontro Nacional de Temperadores, a ser realizado entre os dias 30 de maio e 2 de junho. O evento, que também terá o apoio da Abrasipa e da Diamanfer e é promovido pela VidroTV, pela Tecnologia & Vidro e pela Buscavidro, tem como objetivo debater o futuro do setor de têmperas no país por meio da resolução das principais dúvidas dos empresários.
O tema “Novos desafios num mercado em transformação” será apresentado em painéis expositivos e contará com participação ativa do público, que, por de uma seleção de perguntas, produzirá as pautas a ser debatidas. A sede do encontro será o Hotel Fazenda Hípica Atibaia, localizado a cerca de uma hora da capital.
José Antonio Passi, diretor da Divinal Vidros, Maurício Ribeiro, diretor da Viminas, e Kátia Sugimura, diretora da Universo Vítreo e ex-coordenadora de marketing da Saint-Gobain Glass, são os palestrantes confirmados até o momento.

José Antonio Passi (Divinal Vidros), Maurício Ribeiro (Viminas) e Kátia Sugimura (Universo Vítreo) , primeiros palestrantes confirmados no evento (www.encontrodetempreadores.com.br)
José Antonio Passi (Divinal Vidros), Maurício Ribeiro (Viminas) e Kátia Sugimura (Universo Vítreo) , primeiros palestrantes confirmados no evento (www.encontrodetempreadores.com.br)
“Apesar de muitos eventos voltados ao setor, não havia nada com enfoque tão específico nos temperadores, que têm um papel fundamental na cadeia do vidro”, comenta Elmo Pires, idealizador e organizador do evento. “A presença da ANAVIDRO como representante das vidraçarias, principais clientes dos temperadores, é muito importante, tanto pela visão do mercado quanto pela experiência”, complementa.
Para conferir a programação do evento e para obter mais informações, acesse www.encontrodetemperadores.com.br.

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